BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
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29 de Novembro de 2006

por Rafael Maciura em Quarta-feira, Novembro 29, 2006

 
Há anos, os notebooks não passam de 6% dos computadores vendidos no Brasil. Agora que vão entrar para o programa PC para Todos, vão desencantar?

Há chance, porque tudo leva a isso. Os preços dos notebooks já baixaram bastante no último ano, por iniciativa das próprias empresas de computadores e pela queda de 9,25% de impostos para as máquinas de até 3000 reais . As redes sem fio estão se espalhando velozmente, tanto dentro das empresas, para aumentar a flexibilidade do trabalho, quanto dentro das casas, para o compartilhamento de banda larga. E o hábito de de levar o computador de lá para cá está se disseminando,porque a briga por mais produtividade nos negócios obriga a isso. Com a mão do governo empurrando os notebooks, através de financiamento dos bancos oficiais, o círculo virtuoso se completa.

As vendas de laptops não passaram de 300 mil no ano passado, mas já começaram a subir este ano – e só não superaram os 6% de sempre porque os próprios desktops deram um salto muito grande, para os nossos padrões nacionais raquíticos. As estimativas são de que os computadores pessoais vendidos em 2006 cheguem a algo entre 6,5 e 8 milhões de unidades.

Hoje, com 2.500 reais, leva-se para casa, com nota, um notebook que funciona – modestamente, mas funciona. Nada para editar vídeo, rodar Windows Vista ou jogar um game poderoso, mas o suficiente para navegar na web, trocar mensagens instantâneas e e-mail e lidar com programas básicos de escritório. Um ano atrás, 2.500 reais não davam para nada.

Em 2007, a indústria vai se jogar para estender o uso dos notebooks para além do seu público restrito. A Intel está apostando que, dos 9 milhões de computadores que os brasileiros devem comprar ao longo do ano, 1 milhão será de notebooks. A empresa sempre foi cheerleader da expansão dos notes, mas desta vez seus prognósticos não parecem wishful thinking.

A CCE está estreando neste mercado nesta semana com máquinas que custam 1999 reais, já dentro de uma faixa de preços provável para notebooks no programa PC para Todos. A Dell também já tem praticado preços próximos dessa faixa com seus notebooks de entrada, que hoje saem por 2150 reais. Positivo e Semp Toshiba também têm lançado laptops econômicos nos últimos meses. Parece que a desta vez a coisa vai...

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por Rafael Maciura em Quarta-feira, Novembro 29, 2006

 

Concorrência é isso aí. A Sony e a Samsung estão fazendo o possível e o impossível para poder dizer que têm as TVs mais avançadas do país.

O último lance dessa competição é mortal: a Sony está trazendo para o Brasil um LCD de 52 polegadas com contraste dinâmico de 7.000:1, o mais alto do país e um dos mais altos do mundo em telas comerciais de cristal líquido. Não apenas isso: a resolução é full HD, de 1920 por 1080, e as conexões HDMI chegam a três.

Quanto custa essa jóia em forma de TV, chamada de Bravia KDL-52 BR? A bagatela de 39.990 reais, divididos em dez vezes, sem juros ( ou com os juros já embutidos, de outro ponto de vista), pelo que se viu num folheto da FastShop distribuído com a Folha de S.Paulo neste fim-de-semana. Como os preços da Sony são quase que tabelados no varejo brasileiro, deve ser por aí mesmo. Nos Estados Unidos, a DKL-52BR sai por 6800 dólares, ou seja, cerca de 14.700 reais. Debite essa diferença a imposto de importação, ICMS e PIS/Cofins. Haja taxa, heim?

A estréia da Sony é uma resposta ao último movimento da Samsung, o anúncio da TV LN46N71B, um LCD de 46 polegadas com taxa de contraste de 6.000: 1, que ainda nem chegou às lojas e mesmo assim só conseguiu manter o posto de mais alto contraste disponível no país por apenas duas semanas. A LN45N71B tem resolução de 1366 por 768 e uma conexão HDMI. Sai na faixa dos 10 mil reais, a mesma de um novo LCD de 46 polegadas da Sony, com características semelhantes, mas com contraste bem menor: 1300:1.

Que importância tem o contraste? Há especialistas em TV que dizem que ele chega a ser mais importante que a resolução. Acho que isso é um exagero – mas certamente é o segundo fator de peso. Foi aumentando seu contraste para 5.000:1 que a Samsung conseguiu, em, suas TVs, imagens espetaculares com vídeo de alta definição e imagens bastante boas mesmo com conteúdo das emissoras de TV a cabo, se aproximando mais dos calcanhares da Sony, até agora o nome número 1 em qualidade nesse campo.

Esse tipo de televisão não vai entrar na cesta de consumo dos mortais comuns por um bom tempo, mas poderá ser visto em showrooms neste fim-de-ano em shopping centers. A Samsung já faz essa exibição de produtos há algum tempo e a Sony – adivinha? – também resolveu fazer.

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por Rafael Maciura em Quarta-feira, Novembro 29, 2006

 

Parece que o medo do roubo de identidade, da cópia ilegal e dos vírus não é mais privilégio nosso, do mundo real. Entre o milhão de habitantes de Second Life, o jogo de realidade virtual mais quente do momento, os mesmos temores aparecem.

Numa reportagem interessantíssima da revista BusinessWeek, a jornalista Catherine Holahan descreve como um programa capaz de fazer cópias de pessoas, coisas e prédios, o Copybot, está irritando os habitantes virtuais e os adeptos de carne e osso do Second Life.

A preocupação ganhou corpo a partir do dia 19, quando um ataque de um verme, o grey goo, causou lentidão nos servidores do jogo. Os fóruns do Second Life estão fervendo com pedidos de soluções para esse tipo de problema. Por enquanto, nem lá, como cá, há uma solução pronta.

Para ler o texto de Catherine Holahan, vá a http://www.businessweek.com/technology/content/
nov2006/tc20061121_727243.htm?link_position=link1

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por Rafael Maciura em Quarta-feira, Novembro 29, 2006

 

Não é que o Freedows, que parecia em fim de carreira alguns meses atrás, está aí de novo? Agora, com novo nome, nova empresa, novos investidores mas a mesma turma de sempre.

Para quem não lembrou ou nem ouviu falar, o Freedows é um pacote de sistema operacional e aplicativos de escritório, com Linux e muitos programas de código-fonte aberto, com o visual que é a cara do Windows e do MS Office.

À frente da sucessora do Freedows, a Dual Softwares, está o Sandro Henriques, fundador da Conectiva, um dos pioneiros do Linux no Brasil e cérebro do Freedows. Ex-funcionário do Banco do Brasil, ele quase conseguiu emplacar o Freedows no BB, mas no fim das contas sua parceria com o banco se desintegrou e as coisas desandaram.

As primeiras cópias do Dual Softwares já estão sendo distribuídas. Acabamos de instalar no INFOLAB, mas até agora só deu para ver que as nuvenzinhas do Windows continuam na nova versão, ligeiramente melhoradas, como imperavam no Freedows. Não deu nem para capturar a tela do sistema - essa aí de cima é do próprio site da Dual Softwares.

Será que agora vai? Linux dá muito dinheiro - mas nem sempre para empresas que cuidam do próprio sistema operacional. Quem mais tem faturado com o pingüim, até agora, são empresas como IBM, HP e Oracle, que só usam o Linux, mas não vivem em função dele.

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28 de Novembro de 2006

por Rafael Maciura em Terça-feira, Novembro 28, 2006

 

A Verizon Wireless anunciou nesta segunda-feira que vai começar a vender um novo smartphone da LG Electronics, o último celular com funções de computadores a entrar no cada vez mais concorrido mercado dos Estados Unidos.

Chamado de enV, o aparelho é o nono smartphone lançado pela Verizon Wireless. A temporada de compras de feriado deste ano é a primeira durante a qual a Verizon Wireless e suas rivais estão apostando em celulares refinados e baratos para atrair consumidores a serviços de dados como e-mail, vídeo e música.

As operadoras móveis dos EUA estão gastando bilhões de dólares para atualizar suas redes para oferecerem esses serviços de dados, mas os smartphones ainda não se tornaram um grande sucesso com os consumidores.

A Verizon Wireless, segunda maior companhia de serviços móveis dos EUA, espera que uma maior variedade de smartphones mais baratos vai atrair demanda de massa, embora alguns analistas questionem se não há muito modelos já no mercado.

A companhia afirmou que o enV será vendido por 149 dólares para clientes que se comprometerem com contrato de dois anos. Isso é metade dos 300 dólares que custam geralmente os smartphones este ano.

O enV possui câmera de 2 megapixels, um teclado dobrável para e-mail e permite que os consumidores façam download de vídeos e serviços de música da Verizon.

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por Rafael Maciura em Terça-feira, Novembro 28, 2006

 

A revista INFO reuniu os maiores nomes da TI no Brasil, na noite da segunda-feira (27), para a entrega do Prêmio INFO 2006.

Compareceram à festa de premiação, na sede da Editora Abril em São Paulo, cerca de 230 pessoas, entre elas executivos das principais empresas de software, hardware e serviços de TI no país.

Ao abrir a cerimônia, a diretora de redação da revista INFO, Sandra Carvalho, lembrou da importância do desenvolvimento tecnológico para o Brasil e afirmou que “nenhum país entra no mapa das grandes nações sem investir em inovação”.

Ao falar sobre os premiados da noite, Sandra lembrou das companhias que mais contribuíram para promover a inclusão digital no país, entre elas a Positivo, maior fabricante de PCs de baixo custo do país.

A diretora de INFO lembrou, ainda, que o ano foi marcado pelas inovações em web 2.0. “Depois de um período de liderança das grandes empresas e corporações, hoje é o usuário quem está na frente na web, com seus blogs, wikis e podcasts”.

Na mesma direção, os leitores de INFO deram às ferramentas de web 2.0 do Google os principais prêmios da noite. O diretor-geral do Google Brasil, Alexandre Hohagen, recebeu das mãos dos editores de INFO, prêmios pelas inovações do Gmail, Google spreadssheets e Blogger. O Google venceu também na categoria empresa do ano.

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27 de Novembro de 2006

por Rafael Maciura em Segunda-feira, Novembro 27, 2006

 

O Governo Federal anunciou que incluirá computadores portáteis em seu projeto de inclusão digital “Computador para Todos”.

Atualmente, o programa oferece linhas de crédito subsidiadas para a compra de desktops. A idéia é incluir, a partir do início de 2007, notebooks neste programa. O anúncio foi feito em Brasília, pelo coordenador do projeto, Cézar Alvarez.

Atualmente, o BNDES oferece linhas de crédito ao varejo para vender PCs homologados pelo programa. Para ser homologado, o computador deve ter uma distribuição Linux e um conjunto mínimo de aplicativos não proprietários, além de atender a configurações mínimas de hardware e máxima de preço.

Os mesmos critérios serão válidos para a inclusão de notebooks no programa. De acordo com a Agência Brasil, o Governo não definiu qual será o preço máximo para os laptops incluídos no programa.

O Governo vai revisar, ainda em 2007, a configuração mínima de desktops que participam do programa. O objetivo é “atualizar” a tabela de homologação de PCs, exigindo máquinas mais potentes.

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por Rafael Maciura em Segunda-feira, Novembro 27, 2006

 

Os fornecedores de TVs de plasma devem perder mais terreno à medida que os televisores LCD crescem na categoria de 40 polegadas ou mais.

A crescente demanda por modelos de resolução mais elevada também está oferecendo vantagem aos produtores de modelos com telas de cristal líquido (LCD), como a Sony e muitos outros fabricantes em Taiwan e na Coréia do Sul, e isso deve abrir caminho à consolidação entre os fabricantes de TVs de plasma, dizem analistas.

É tecnologicamente difícil e muitas vezes custoso para os fabricantes de TVs de plasma oferecerem alta definição em modelos com telas de menos de 50 polegadas, enquanto os fabricantes de TVs LCD vêm promovendo agressivamente modelos de alta definição nesse segmento de telas, embora seus preços por enquanto sejam mais altos.

"Esta temporada natalina é provavelmente a última chance para que os fabricantes de TVs de plasma promovam seus modelos de 42 polegadas. A essa altura do ano que vem, provavelmente não haverá diferença de preço entre os televisores de plasma e LCD", disse Wanli Wang, analista do Credit Suisse.

Com pouca diferença de preço, a maioria das pessoas optaria pelos modelos LCD devido à sua resolução mais elevada, disse Wang.

Ele espera que os preços dos modelos LCD caiam em 30 por cento ou mais em 2007, ante a queda de 15 a 20 por cento dos televisores de plasma, devido à ampla oferta de painéis LCD.

A Sharp começou em agosto a produzir painéis de LCD em sua fábrica número dois, em Kameyama, a primeira do mundo a cortar seus painéis a partir de substrato de vidro de oitava geração, que permite que até oito telas de 40 polegadas sejam produzidas com cada placa de vidro, ante apenas três com o vidro de sexta geração usado na fábrica número um em Kameyama.

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por Rafael Maciura em Segunda-feira, Novembro 27, 2006

 

Uma agência de inovação científica da Austrália pediu, nos Estados Unidos, o reconhecimento de que ela criou a tecnologia Wi-Fi.

A Agência Nacional de Ciência da Austrália alegou, na Justiça americana, ter criado e registrado os padrões de conexão sem fio Wi-Fi há dez anos.

Na ação, a Agência pede que a Buffalo Technology, um fabricante americano de roteadores, pague US$ 2 milhões por suposta quebra de patentes.

Ao analisar o caso, a Justiça do Texas deu razão aos australianos e reconheceu que as patentes de tal tecnologia, de fato, foram criadas pela Agência. A Buffalo Technology vai recorrer da decisão.

A notícia causa grande preocupação à indústria de tecnologia que explora o padrão Wi-Fi. O temor é que a Agência passe a abrir processos contra todas as empresas que produzem roteadores ou implementam chipsets Wi-Fi em seus produtos, como PCs, notebooks e dispositivos portáteis.

A ABI Research, grupo que representa os interesses da indústria de componentes para conexão sem fio, divulgou nota nos Estados Unidos criticando a decisão.

Na opinião do vice presidente da associação, Sant Schatt, a tecnologia Wi-Fi só está ganhando popularidade por que é economicamente interessante.

Schatt diz que se o consumidor tiver que pagar um valor mínimo que seja como licença pela tecnologia, ela vai se tornar comercialmente desinteressante e será substituída por outra.

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por Rafael Maciura em Segunda-feira, Novembro 27, 2006

 

A Samsung apresentou um novo modelo de tela portátil que afirma ser o mais fino do mundo. A nova tela tem espessura de 0,82 mm.

O painel de LCD finíssimo, diz a fabricante, é 0,07 mm menos espesso que o modelo mais fino comercializado atualmente. Com a tecnologia, a empresa espera encontrar parceiros para desenvolver dispositivos ainda mais compactos que os conhecidos atualmente.

De acordo com a Samsung, a nova tela terá as versões 2,1 e 2,2 polegadas e resolução qVGA (240x320 pixels). A espessura da tela é similar a de um cartão de crédito.

“O lançamento de painéis de LCD mais finos e com maior resistência a impactos irá permitir aos nossos clientes desenvolver soluções portáteis ultrafinas, diferenciadas e ainda mais confiáveis” afirma Yun Jin-hyuk, vice-presidente executivo da divisão de Negócios de LCD da Samsung Electronics.

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24 de Novembro de 2006

por Rafael Maciura em Sexta-feira, Novembro 24, 2006

 

O estudante japonês Takashi Matsumoto apresentou, em Tóquio, um guarda-chuvas que permite tirar fotos, gravar vídeos e acessar a web.

O guarda-chuva possui uma câmera embutida em seu cabo, o que permite o registro de imagens e sons. Os arquivos podem ser armazenados num cartão de memória dentro do utensílio ou publicados na web, já que o guarda-chuvas acompanha dispositivo para acesso móvel à internet.

O equipamento permite ainda projetar as imagens e vídeos gravados (ou baixados da web) nas telas plásticas do guarda-chuva. Matsumoto aplicou no utensílio um sensor de movimento, o que permite ao usuário trocar de arquivo, avançar ou retroceder num menu de fotos apenas balançando o pulso.

O estudante publicou um vídeo no YouTube demonstrando o funcionamento de sua invenção.

Entre outras funções, o equipamento também serve para proteger o usuário que precisa sair à rua num dia de chuva.

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por Rafael Maciura em Sexta-feira, Novembro 24, 2006

 

A Sony anunciou que suas câmeras compactas digitais de fotografia Cyber-shot podem não funcionar em locais quentes e úmidos.

A empresa afirmou que vai consertar gratuitamente quaisquer aparelhos afetados pelas mudanças climáticas.

As telas de cristal líquido de oito modelos, que foram vendidos entre setembro de 2003 e janeiro de 2005, podem não mostrar imagens corretamente ou as câmeras podem não tirar fotos, afirmou a Sony em comunicado.

Do mais de 1 milhão de modelos vendidos, a Sony espera que 4 mil possam precisar de reparos. A Sony encontrou defeitos semelhantes em outras câmeras digitais de fotografia e vídeo em outubro do ano passado.

O problema, que a Sony espera não comprometer seus lucros, foi anunciado depois que a fabricante de eletrônicos registrou prejuízo trimestral devido ao custo do recall de milhões de baterias de computadores.

Grandes fabricantes de computadores, incluindo a Dell e a Toshiba, estão fazendo recall de até 9,6 milhões de baterias produzidas pela Sony, que podem em raros casos sofrer superaquecimento e pegar fogo.

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por Rafael Maciura em Sexta-feira, Novembro 24, 2006

 
O número de internautas residenciais caiu no Brasil em outubro, mas o país continua a liderar o ranking de tempo de navegação.
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por Rafael Maciura em Sexta-feira, Novembro 24, 2006

 
A Toshiba apresentou, em Londres, um novo modelo de impressora que usa folhas de papel plástico que podem ser reutilizadas até 500 vezes.
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23 de Novembro de 2006

por Rafael Maciura em Quinta-feira, Novembro 23, 2006

 
A Toshiba apresentou, em Tóquio, o primeiro cartão de memória (SD High Capacity) da marca com capacidade para armazenar 8 GB de informações.

O cartão tem especificação “class 4”, da SD Card Association, o que, de acordo com a Toshiba, permite gravar dados na mídia a uma velocidade de 4 GB/s.

O uso do cartão é restrito aos dispositivos com padrão Card Ver 2.0, o que restringe seu uso a um número limitado de câmeras e tocadores digitais.

A Toshiba, que lançou em setembro deste ano cartões de 4 GB, afirma que a versão de 8 GB só estará disponível comercialmente no início de 2007.

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por Rafael Maciura em Quinta-feira, Novembro 23, 2006

 

Mais de 1.500 fãs da Nintendo esperaram pelo lançamento do videogame Wii.

É a estréia mais recente a ser anunciada no mercado global de 30 bilhões de dólares.

Na frente da loja Toys "R" Us, na Times Square, Nova York, uma fila de aproximadamente 1.000 pessoas se formou no sábado, esperando pela festa de lançamento, programa para a meia-noite (3h de Brasília).

Mais de 500 entusiastas reuniram-se para o lançamento na Costa Oeste dos Estados Unidos, na loja GameStop, na Universal City Walk, em Hollywood.

"Temos produtos suficientes para satisfazer a demanda antecipada", disse à Reuters o presidente da Nintendo nos EUA, Reggie Fils-Aime.

Em vez de tentar tirar jogadores inveterados da Microsoft e da Sony, que já lançaram os consoles Xbox 360 e PlayStation 3, a Nintendo espera ampliar o mercado atraindo novos jogadores com perfis diferentes do tradicional público jovem masculino.

A Nintendo definiu o preço do Wii em 250 dólares. O PS3 custa 600 dólares e o Xbox, 400 dólares.

A Nintendo, que tem sede em Kyoto, é a criadora de personagens como Super Mario e Donkey Kong e atraiu meninas e pessoas mais velhas com os jogos de treinamento de bichos de estimação "Nintendogs" e o de desafios mentais "Brain Age" criados para o portátil DS, que fez muito sucesso.

O aparelho oferece botões de toque na tela e reconhecimento de voz, que permite aos usuários dar ordens aos animais de estimação virtuais, ou escrever e falar respostas aos desafios. Wii terá um posicionamento similar.

SENTIR O JOGO

A potência gráfica do Wii é menor em relação ao Xbox 360 e ao PS3 e o console não oferece imagens em alta definição como as possibilitadas pelos rivais.

Mas o Wii atraiu interesse da indústria com seu controle sensível a movimentos, que permite a simulação de vara de pesca, raquete de tênis ou até mesmo disparos de arco e flecha.

"Isso faz você sentir-se dentro jogo", disse Sergio Gonzalez, 18, que estava no início da fila em uma loja Best Buy de Los Angeles desde a tarde de sexta-feira.

Gonzalez e seus amigos disseram que não vão colocar seus Wiis no site de leilões eBay.com -- onde as pessoas estão oferecendo consoles à venda por um preço médio de 605 dólares, de acordo com a Pesquisa de Mercado eBay.

Xavier Herrera, de 17 anos, estava na fila na Times Square e disse que não tinha planos de revender o console. "Vou jogar hoje à noite."

Muita gente que conseguiu um PS3 antecipadamente revendeu o aparelho no eBay e conseguiu um preço quatro vezes maior do que o oferecido no varejo.

A Nintendo espera vender 4 milhões de Wiis no mundo inteiro até 31 de dezembro, o dobro da expectativa dos PS3s até o final deste ano.

O último console da Nintendo, o GameCube, vendeu 21 milhões de unidades e ficou em terceiro lugar, atrás do PlayStation 2 da Sony e do Xbox da Microsoft. A empresa vendeu 11 milhões de GameCubes nos Estados Unidos e pretende dobrar este número com o Wii. O analista de videogames David Cole, presidente da DFC Intelligence, disse que a Nintendo planeja um golpe duplo no lançamento, com os jogos "The Legend of Zelda: Twilight Princess" e "Wii Sports".

"Sou fã de ´Zelda´. Preciso conseguir o jogo", disse Isaiah Johnson, 29, o primeiro da fila na Times Square.

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por Rafael Maciura em Quinta-feira, Novembro 23, 2006

 

A Sony Ericsson apresentou, esta semana, um novo modelo de celular que usa sensor de movimentos e software específico para medir os resultados de treinos físicos de seus usuários.

Com 101 gramas e presilha para ser presa no braço, o modelo W710i possui um sensor de movimento que registra os deslocamentos feitos pelo usuário, velocidade média e distância percorrida.

O recurso é especialmente útil para quem faz caminhadas e atividades físicas similares. Os dados são exibidos em visor externo do aparelho.

O modelo, que possui proteções emborrachadas para evitar danos em casos de queda, funciona como MP3 player, possui câmera de 2 Mpixels, saída USB e suporta cartões de memória de até 1GB.

O telefone oferece ainda algumas comodidades, como fazer e atender chamadas a partir de comandos de voz e, graças a uma saída infravermelha, pode ser usado em substituição de controles remotos domésticos.

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por Rafael Maciura em Quinta-feira, Novembro 23, 2006

 

A Kodak anunciou que vai ampliar, em 2007, a produção local de máquinas digitais. Atualmente, o Brasil é o único país fora da China onde a Kodak produz estes equipamentos.

Atualmente, a empresa produz no país o modelo C 360. A maior parte dos componentes é importada e a montagem ocorre em Manaus, na planta industrial de uma empresa de manufatura sob encomenda.

A decisão de montar os equipamentos no país, diz a Kodak, deve-se a política fiscal brasileira, que oferece forte incentivo para a produção local de eletrônicos ao mesmo tempo em que taxa fortemente os equipamentos importados.

De acordo com o jornal Valor Econômico, a empresa pretende ampliar o número de modelos montados no país. Pelo menos três diferentes tipos de máquina digital da Kodak devem ser produzidos no país ao longo do próximo ano.

Inicialmente, a produção do modelo C 360 será descontinuada. Em seu lugar, a Kodak produzirá o C 743, equipamento mais moderno, com resolução de 7,1 megapixels e visor de 2,4 polegadas. A câmera deverá chegar ao consumidor final por R$ 900.

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por Rafael Maciura em Quinta-feira, Novembro 23, 2006

 

As estatísticas mostram que 73% de quem compra PC para Todos troca Linux pelo Windows em algumas semanas. E quase metade, 47%, por Windows pirata.

O que esses dados querem dizer? Em primeiro lugar, as estatísticas, é bom que se diga, foram encomendadas ao instituto de pesquisas Ipsos pela da ABES, a Associação Brasileira das Empresas de Software, parte interessada nesses números, por sua atuação antipirataria. Associações antipirataria têm tradição de apresentar dados mirabolantes sobre vendas hipotéticas de software e criação de empregos se não houvesse pirataria, aqui no Brasil e em qualquer parte do mundo.

Mas esses números estão longe de ser uma viagem da ABES. Expressam uma situação incômoda, que já se podia prever desde a criação do programa do PC Conectado pelo governo Lula. O programa, muito bem bolado, e com um efeito anabolizante fabuloso nas vendas de computadores no Brasil, deixou uma brecha aberta para a pirataria.

A brecha foi a exclusão do Windows e de software proprietário em geral do programa. Por que, caso se enquadrasse no teto do custo do PC para Todos, o Windows deveria ficar de fora? Eu não vejo razão. Acho que as pessoas, e não o Estado, devem decidir que sistema operacional devem usar. E se elas preferem Windows, por que devem ser excluídas de financiamento de PCs dos bancos oficiais?

A Microsoft, também é bom que se diga, não ajudou nessa história. Sua oferta para os excluídos é o Windows Starter Edition, um sistema operacional tolhido em várias dimensões. Com ele na máquina, não dá para usar rede, não dá para usar mais de três programas de uma vez, não dá para colocar resolução maior que 1024 por 768 no monitor, não dá para colocar memória realmente decente. Acho que, com essas restrições, a Microsoft oferece um pacote pouco atraente e dá um tiro no próprio pé.

Agora vamos ao Linux que está sendo colocado no PC para Todos. O custo do suporte técnico ao usuário iniciante, todo mundo sabe, pode ser enorme e transformar uma operação com margem de lucro mínima, como a fabricação de um PC básico, num mar de vermelho. Os fabricantes do PC para Todos buscam, em primeiro lugar, resolver esse problema. Quem ganha a parada aí oferecendo suporte barato aos novatos digitais leva o direito de ver sua distribuição de Linux instalada nos computadores desses fabricantes. E adivinha? Essas distribuições nem sempre são das mais amigáveis – estão longe de ser um Ubuntu, esse sim um Linux com chances de ser entendido pelo cidadão leigo.

Está formada, aí, a teia que leva à pirataria. Ou alguém iria esperar que os excluídos digitalmente, depois de se desencantar com uma distribuição hermética de Linux, fossem à Kalunga pagar 469 reais por um Windows XP Home?

Bem, mas os dados divulgados hoje pela ABES não são apenas desanimadores. Eles mostram também no que o governo acertou com o PC para Todos. O foco - a população mais pobre - foi atingido. Setenta por cento das 502 pessoas ouvidas pelo Ipsos são das classes C e D. E 86% delas comprou, com o programa, o seu primeiro computador. Desses dados, ninguém pode reclamar.
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por Rafael Maciura em Quinta-feira, Novembro 23, 2006

 

Dois dos três players que importam no mundo dos consoles descobriram o Brasil: a Microsoft e a Nintendo. No caso da Nintendo, redescobriu, depois de se recuperar de sua desilusão com a Gradiente, a antiga parceira local. Isso significa que nós vamos ser levados a sério no mundo dos jogos?

Bem, a Microsoft vai tentar, com o lançamento, com um ano de atraso, do Xbox 360 no país. A Nintendo vai supervisionar a sua nova investida meio longe, de seu QG latino-americano. E a Sony, salvo alguma guinada de 180 graus, vai continuar a nos ignorar na estréia do PlayStation 3, exatamente da mesma forma como fez no PS1 e PS2.

Tudo isso tem uma origem única: o mercado de games no Brasil está entregue ao contrabando e às cópias piratas, massacrado por uma montanha de impostos.

A revista Exame desta semana mostra o caminho perverso dos impostos no caso do Xbox. O console, que sai dos EUA por 870 reais, acaba ficando, com as taxas, em 2730 reais. Estão aí 50% de IPI, 20% de imposto de importação, 18% de ICMS de importação e outros 25% de venda, e ainda 9,25% de PIS/Cofins de importação e outros 9,25% de venda.

Se alguém fosse bolar uma estratégia para fortalecer a pirataria no país, dificilmente chegaria a uma proposta mais inspirada que tanto imposto.
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