BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
Página Inicial | Assine o Feed | i-Tecnologia | Móvel | Contato

18 de Dezembro de 2006

por Rafael Maciura em Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

 

A Apple iniciou esta semana as vendas de 4 modelos dos computadores de mesa iMac com Intel Core 2 Duo no Brasil.

Os primeiros iMac da linha, diz a Apple, já estão à venda nos distribuidores da marca no país. Dois modelos têm tela de 17 polegadas e diferenciam-se pela velocidade do processador Core 2 Duo de 1,83 GHz ou 2,0 GHz. O modelo mais veloz custa R$ 5,7 mil frente a R$4,7 mil do modelo com chip de 1,83 GHz.

Outros dois modelos têm tela de 20 e 24 polegadas widescreen, processador Intel Core 2 Duo de 2,16 GHz e custam R$ 7 mil (20´´) e R$ 9 mil (24´´) respectivamente. A Apple diz que os novos iMac tem desempenho 50% superior em relação a linha que os antecedeu.

Todos modelos vêm com a câmera para videoconferência integrada, 1 GB de memória DDR2, sistema operacional Mac OS X versão 10.4.7 “Tiger” e pacote de aplicativos que inclui Safari, Mail, iCal, iChat AV, Front Row e Photo Booth, rodando nativamente nos Macs com processadores Intel.

0 comentários | Permalinks |link da matria

14 de Dezembro de 2006

por Rafael Maciura em Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

 

Pesquisadores da Universidade de Washington divulgaram estudo que critica tênis com iPod por ameaça à privacidade dos usuários.

Um experimento revela que um chip RFID instalado no tênis permite que dispositivos adequados façam o rastreamento dos movimento dos usuários. Os pesquisadores afirmam que com apenas US$ 250 construíram um receptor de sinais RFID e localizaram vários usuários de Nike com iPod.

Os pesquisadores criaram ainda um sistema que sincroniza os sinais recebidos pelo receptor com a ferramenta Google Maps. O chip RFID é um componente importante do tênis, pois permite ao sistema do calçado registrar informações como deslocamento e velocidade do usuário, afim de calcular valores como números de calorias queimadas numa caminhada, distância de deslocamento, etc.

Os cientistas da Universidade de Washington afirmam que o sistema só não é ameaça mais grave porque os tênis não carregam dados pessoais dos usuários.

Em comunicado, os pesquisadores alertam para a fragilidade das novas tecnologias, que permitem invadir a privacidade dos usuários de moto simples e fácil.

0 comentários | Permalinks |link da matria

por Rafael Maciura em Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

 

Transitar pelos gramados e corredores do ITA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos, deixou de ser desejo somente dos vestibulandos que enfrentam a altíssima concorrência de 64 candidatos por vaga.

Grandes marcas de TI como IBM, Microsoft e Stefanini não se contentam em contratar os estudantes assim que eles saem da instituição. Cada uma dessas empresas montou um laboratório dentro do ITA e trabalha em projetos de relevância mundial com alunos do 3º e do 4º anos. “Durante o curso os alunos desenvolvem a capacidade de resolver problemas no prazo mais curto possível, o que para as empresas é essencial”, diz Celso Hirata, professor do ITA responsável pelos laboratórios das empresas dentro do instituto.

A crescente interação entre as escolas e o mercado fica ainda mais clara quando analisamos os dados do nono Ranking INFO dos Melhores Cursos de Computação do Brasil. Na graduação, todas as 30 faculdades de computação que compõem o ranking têm convênio de pesquisa com empresas. PUC-Rio e UFRJ têm projetos com a Petrobras. A UFPE desenvolve em parceria com a Motorola. A Poli trabalha com nomes como a Ericsson e a Philips, e a Unicamp tem entre os parceiros o CNPq, a Itautec, a Intel e o Ministério da Fazenda. “É uma reivindicação dos próprios alunos, que querem conhecer mais o mercado de trabalho”, afirma Fabio Mokarzel, coordenador do curso de Engenharia da Computação do ITA.

Os alunos pedem, e as empresas precisam. “Falta gente para o Brasil virar uma Índia”, diz Kátia Pessanha, gerente da área de alianças com universidades da IBM Brasil. Uma das iniciativas da empresa no meio acadêmico é o projeto Academic Iniciative, que oferece os programas da companhia gratuitamente para as faculdades. Implantado no Brasil há quatro anos, o projeto atendeu 350 instituições e 15 mil alunos. A TCS (Tata Consultancy Services), uma das maiores consultorias de tecnologia da Índia, segue a mesma estratégia. Consultores indianos estão certificando professores em faculdades de tecnologia. A idéia é oferecer cursos extracurriculares que capacitem os alunos para serem desenvolvedores da Tata. “Com tecnologias caducando e novas surgindo rapidamente, cabe às empresas complementar a formação”, diz Joaquim Rocha, diretor de RH da TCS Brasil.

40 mil diplomas por ano

Segundo o Instituto Brasileiro de Convergência Digital, cerca de 40 mil alunos concluem a graduação na área de TI todos os anos no país. Mas a tendência é que eles enriqueçam a formação cada vez mais fora da sala de aula. “Na universidade o aluno tem de aprender a aprender. Precisa descobrir formas de usar os conceitos básicos para entender o novo e não ficar preso a linguagens de programação da moda”, afi rma Ricardo Torres, professor e membro da coordenação do curso de Ciência da Computação da Unicamp, que ficou no topo da lista de graduação neste ranking INFO.

Para identificar quais são e onde estão os melhores cursos de computação do Brasil, a INFO enviou em julho um questionário de avaliação para 407 coordenadores de graduação (com 29 perguntas) e 105 de pós-graduação (com 25), espalhados por todo o país. Desse total, 136 cursos responderam.

Para a nota final, também valeu a opinião do mercado. Enviamos formulários para 837 empresas, com perguntas sobre o perfil que querem ter em seus quadros e as faculdades que formam os melhores profissionais. As respostas vieram de grandes nomes como Petrobras, Unisys, Telefônica, IBM, Danone e Banco Santander.

Os dados foram cruzados para se chegar ao veredicto. Na graduação, a Unicamp aparece nas duas primeiras posições com os cursos de Ciência da Computação e Engenharia da Computação. Em seguida vêm a UFRGS, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a USP de São Carlos, a Poli e o ITA. Na pós, os primeiros lugares no ranking foram para o Rio de Janeiro, com a Coppe/UFRJ e PUC-Rio. A relação completa das campeãs, você confere abaixo.

0 comentários | Permalinks |link da matria

por Rafael Maciura em Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

 

Os revendedores Apple no Brasil iniciam, esta semana, as vendas do modelo mais compacto da família de iPods, o iPod shuffle.

Com peso de 141 gramas, o tocador tem o tamanho de uma caixa de fósforos e capacidade para armazenar 1 GB, o suficiente para gravar em torno de 240 faixas de música. O tocador acompanha um clipe para que o usuário o prenda à roupa, se quiser.

A Apple argumenta que, além do tamanho compacto, o modelo tem a vantagem de possuir longa autonomia de energia. De acordo com o fabricante, o modelo shuffle pode rodar até 12 horas de música sem precisar ser recarregado.

O novo iPod será vendido no Brasil por R$ 549 e acompanha cabo para conexão USB e fones de ouvido. O iPod shuffle requer um Mac com uma porta USB 2.0 (high power) e o Mac OS X versão 10.3.9 ou superior e o iTunes 7.0 ou superior. Em PCs, o hardware exige Windows XP (Service Pack 2) com uma porta USB 2.0 (high power) e o Windows 2000 (Service Pack 4).

0 comentários | Permalinks |link da matria

por Rafael Maciura em Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

 

A Dell anunciou, nos Estados Unidos, que vai equipar seus notebooks modelo XPS M1710 com leitores de Blu-ray.

O anúncio marca a opção da Dell pelo padrão Blu-ray em notebooks, decisão que compartilha com a Sony desenvolvedora do padrão de alta definição. De outro lado, notebooks da Toshiba e Acer saem de fábrica com drives HDTV.

De acordo com a Dell, a opção pelo Blu-ray deve-se a maior capacidade de armazenamento de dados desta mídia. Discos de camada dupla podem conter até 50 GB de informações.

O modelo sairá da linha de produção da Dell com drive Blu-ray, processador Intel Core 2 Duo, 4GB de memória RAM e HD ATA de 160GB. O preço sugerido do computador é de US$ 3,7 mil.

0 comentários | Permalinks |link da matria

por Rafael Maciura em Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

 

A Fujitsu apresentou, no Japão, um novo modelo de HD com interface ATA que pode armazenar 300 GB de dados em apenas 2,5 polegadas de disco.

De acordo com a fabricante, o HD ultracompacto representa um avanço de 50% em capacidade de armazenamento em relação aos HDs para laptops disponíveis no mercado.

A Fujitsu explica que já existem no mercado HDs compactos com capacidade de storeage acima de 300 GB, mas nenhum deles usa interface ATA para troca de dados, o que torna o produto da fabricante japonesa o mais rápido em seu segmento, diz a Fujitsu.

A empresa diz que espera vender o HD para fabricantes de notebooks e gravadores de vídeo. A empresa afirma que o produto estará disponível comercialmente a partir de fevereiro e a expectativa da empresa é produzir 1,8 milhão de unidades do HD ao longo de 2007.

0 comentários | Permalinks |link da matria

12 de Dezembro de 2006

por Rafael Maciura em Terça-feira, Dezembro 12, 2006

 

Pouco mais de um mês depois do lançamento do Firefox 2.0, a Fundação Mozilla publica a primeira versão do Firefox 3.

Com o codinome de Gran Paradiso, a versão é recomendada apenas para testes. O Firefox 3 Alpha 1 não traz mudanças de interface em relação à versão 2.0. As maiores modificações são no código.

O browser é baseado no motor Gecko 1.9, responsável por interpretar e exibir os códigos embutidos nas páginas. Entre os aperfeiçoamentos da nova versão está o suporte mais robusto à tecnologia SVG (Scalable Vector Graphics).

Faça o download do Firefox 3 Alpha 1 aqui.

0 comentários | Permalinks |link da matria

por Rafael Maciura em Terça-feira, Dezembro 12, 2006

 

A Mandriva anunciou que venderá um novo modelo de pen drive da marca que acompanhará distribuição Linux e pacote de aplicativos.

Chamado de Mandriva Flash, o pen drive tem capacidade para armazenar 2GB e chegará ao usuário com Mandriva Linux 2007 pré-instalado e uma série de programas em código-aberto.

O memory key incluindo o Kernel 2.6.17, KDE 3.5.4, Mozilla Firefox 1.5.0.6, OpenOffice 2.0.3, Gimp 2.3.10, AmaroK 1.4.3, KMPlayer 0.9.3, Ekiga 2.0.3 e o K3b 0.12.17. Drivers do Adobe Flash Player e RealPlayer também foram incluídos.

A idéia da empresa é vender o equipamento para estudantes que realizam pesquisas em diferentes PCs ou para usuários que necessitam viajar constantemente e trabalham em diferentes máquinas.

De acordo com o fabricante, a solução permite ao usuário conectar o dispositivo em qualquer PC com porta USB e manipular seus arquivos como se nem nem tivesse trocado de computador.

1 comentários | Permalinks |link da matria

9 de Dezembro de 2006

por Rafael Maciura em Sábado, Dezembro 09, 2006

 

O Google anunciou no final da quinta-feira que concluiu o desenvolvimento de seu muito aguardado sistema de publicidade para rádios.
0 comentários | Permalinks |link da matria

por Rafael Maciura em Sábado, Dezembro 09, 2006

 

Posar de cineasta já não custa tão caro. Se você quer brincar de Martin Scorcese, basta separar 2 000 reais para começar a se divertir. As filmadoras com gravação em fitas MiniDV, que custavam por volta de 3 000 reais no final de 2005, tiveram uma queda de cerca de 1 000 reais nos preços. A nova geração de câmeras traz como principal novidade o aumento do zoom óptico, que saltou de 15x para cerca de 30x. INFO testou duas filmadoras MiniDV, a SDC-D364, da Samsung, e a DCR-HC26, da Sony. Ambas têm CCD de 0,34 MP e estão na categoria de filmadoras básicas, para quem está começando no mundo do vídeo digital.

SDC-D364

A Escolha de INFO foi a filmadora SC-D364, da Samsung. Ela é mais versátil e fácil de usar que o modelo da Sony e perde somente na duração de bateria. Resiste 86 minutos antes de arriar — o que é bom, mas não excepcional. Um problema comum em filmadoras para amadores é que, como há poucos botões de controle, os menus ficam congestionados de opções. A SC-D364 traz uma boa solução para esse incômodo. Ela possui dois botões de menu.

O primeiro, chamado de Quick Menu, chama apenas as opções mais usadas durante filmagens, como controle de exposição, compensação de luz de fundo e balanço de branco. O segundo botão aciona o menu geral, que contém as opções de configuração da câmera. A SDC-D364 também tira fotos e possui suporte a PictBridge, para conexão direta a impressoras que suportem esse padrão. Entretanto, como acontece com filmadoras, a resolução é baixa para impressão (apenas 800 x 600 pixels). Por isso, na prática, o recurso de fotos serve apenas para publicação na web.

A filmadora grava ainda vídeos em MPEG-4 no cartão de fotos, uma opção que pode ser útil para filmagens muito curtas, se não houver uma fita disponível por perto.

DCR-HC26

Modelo mais básico da nova linha de filmadoras da Sony, a DCR-HC26 se destacou nos testes do INFOLAB pela excelente duração de bateria. Ela alimentou a filmadora por 116 minutos, um valor acima da média. Outro ponto positivo é o zoom óptico de 20x, um bom valor, principalmente considerando o tamanho compacto da câmera. A DCR-HC26 possui um visor LCD touchscreen, característico das filmadoras da Sony. A filmadora traz poucos botões no corpo, o que obriga o usuário a acessar o menu mesmo para funções muito comuns, como o fade.

Ao contrário da câmera da Samsung, a DCR-HC26 não possui entrada para cartão. As fotos são armazenadas como frames na própria fita MiniDV. Esse método é pouco prático, já que para ter acesso às fotos é necessário importar o conteúdo da fita para o PC.


0 comentários | Permalinks |link da matria

6 de Dezembro de 2006

por Rafael Maciura em Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

 
Fazer vídeos com celulares pode parecer novidade hoje, mas imagine um aparelho capaz de capturar cheiros de um país estrangeiro?
0 comentários | Permalinks |link da matria

por Rafael Maciura em Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

 
A Intel anunciou, em São Paulo, que produzirá o Classmate PC no Brasil em parceria com as integradoras CCE e Positivo.

O Classmate PC é um notebook de baixo custo desenhado pela Intel para ser usado em programas de inclusão digital em países emergentes. De acordo com a Intel, os governos do Brasil, Índia e México manifestaram interesse em explorar a plataforma.

O anúncio de fabricação nacional do notebook foi feito nesta terça-feira (5) durante o Intel Developer Forum, que acontece em São Paulo. A empresa estima que o custo de produção do computador seja de US$ 400.

O Classmate será produzido com duas opções de software. Um com Windows Starter Edition e pacote de programas da Microsoft e outro com distribuição Linux, pacote OpenOffice e Firefox.

O portátil pesa 1,3 kg, tem recursos para trabalhar com baixo consumo de energia, 256 MB de memória RAM e processador Intel Mobile de 400 MHz.

A Intel disse ainda que doará um lote de 400 Classmate PCs para o Ministério da Educação realizar testes com a plataforma.

0 comentários | Permalinks |link da matria

por Rafael Maciura em Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

 

A LG anunciou que prepara uma linha de aparelhos portáteis que suporte a tecnologia WiMax móvel.

O anúncio foi feito pelo diretor de mídias digitais da LG, Nam Keehyun, durante conferência na Telecom World, evento que acontece esta semana em Hong Kong. Keehyun afirma que os primeiros equipamentos da marca compatíveis com WiMax móvel chegarão às lojas ainda no primeiro semestre de 2007.

O diretor da LG afirmou que a companhia já trabalha no desenvolvimento do notebook XNote C1 com suporte a WiMax móvel. Também suportará a tecnologia o handheld KC1.

Keehyun afirmou no evento que a LG espera a popularização do padrão apenas a partir de 2008, mas deseja lançar seus primeiros equipamentos do tipo o mais breve possível, afim de ocupar espaços estratégics neste mercado.

O diretor da LG disse ainda que a tecnologia WiMax móvel está atualmente limitada a experiências no Japão, China e Estados Unidos e atinge velocidade máxima de transferência de dados de 10,2 Mbps. Keehyun afirma que em até três anos a tecnologia estará disponível em muitos outros países e poderá oferecer velocidades de até 40Mbps.

No Brasil, a operadora Brasil Telecom anunciou que vai implementar uma rede WiMax móvel nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Curitiba.

0 comentários | Permalinks |link da matria

5 de Dezembro de 2006

por Rafael Maciura em Terça-feira, Dezembro 05, 2006

 


0 comentários | Permalinks |link da matria

4 de Dezembro de 2006

por Rafael Maciura em Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

 

Fabricantes nacionais de computadores crescem mais do que as grandes marcas globais e dominam as vendas no varejo.

Até bem pouco tempo atrás, cada venda fechada merecia festa na sede da fabricante de computadores Bit Shop, com direito a engradados de cerveja. As coisas mudaram rapidamente. A época em que assinar um contrato era um acontecimento tão raro que precisava ser comemorado virou história para contar. Com previsão de produzir 120 000 unidades neste ano -- o dobro de 2005 -- e faturar mais de 100 milhões de reais, a companhia teria problemas para manter a velha prática que animava a equipe da fábrica situada no pólo de Ilhéus, na Bahia. Essa ascensão não é privilégio exclusivo da Bit Shop. Um passeio pelos corredores onde estão os produtos de informática de qualquer grande varejista é revelador do que ocorre com a indústria de PCs no Brasil. Basta reparar nos nomes em exibição nas prateleiras: Megaware, Mirax, Kelow, Epcom, Kennex, Amazon, Evadin. Trata-se de uma extensa lista de marcas pouco familiares à maioria dos consumidores. A trajetória desses fabricantes desconhecidos é parecida. Todos são empreendimentos nacionais de pequeno ou médio porte que até 2004 lutavam para sobreviver com vendas minguadas para clientes empresariais e com recursos que respingavam de uma ou outra licitação de prefeituras e órgãos públicos. Todos apresentam crescimento vertiginoso em 2006, a taxas que variam de 90% a mais de 300%. E todos foram bem-sucedidos na dura tarefa de conquistar espaço nas gôndolas mais importantes do país.

É notório que nos últimos 18 meses as vendas de computadores pessoais decolaram no Brasil, impulsionadas por uma rara conjunção de fatores favoráveis, como dólar baixo, combate ao contrabando, isenção de PIS e Cofins por meio da MP do Bem e maior facilidade de financiamento. Sabe-se também que isso gerou, pela primeira vez em muito tempo, uma retração no chamado mercado cinza -- aquele composto de máquinas montadas com componentes ilegais e software pirateado. O que passou quase despercebido até agora é que foram os fabricantes nacionais os maiores beneficiados por essas mudanças. Segundo a consultoria IT Data, de cada 100 PCs vendidos no país em 2004, apenas 16 eram de marcas locais legalizadas. Neste ano a representação nacional deve subir para perto de 40 máquinas em cada 100. As grifes globais, que incluem nomes como Dell, Lenovo (ex-IBM) e HP, expandiram-se de forma mais modesta, passando de 11% para 15% de participação no mesmo período (veja quadro na pág. 86). "Detectamos grande quantidade de fabricantes nacionais de PCs que há pouco tempo montavam 1 000 máquinas por mês e hoje entregam na faixa de 5 000 a 10 000", diz Ivair Rodrigues, diretor de pesquisas da IT Data.

A chave desse sucesso é mesmo a venda em lojas. A participação do varejo no total do mercado brasileiro de PCs subiu de 13% no primeiro semestre de 2005 para quase 25% hoje. A única multinacional a entrar na onda do varejo -- com suces so -- foi a HP, líder em notebooks no Brasil. A Dell continua fiel a seu modelo de vendas diretas por internet e telefone, enquanto a Lenovo ainda estuda com cuidado como atuar em um segmento de margens baixas. O que desencoraja as empresas globais é que deter uma marca reconhecida, trunfo geralmente valiosíssimo na briga das gôndolas, não tem sido determinante na compra de um PC. Um levantamento da IT Data mostra que o brasileiro está disposto a pagar apenas 13% mais por uma máquina de grife. É pouco. Além disso, quando questionados sobre quais são os fabricantes de computadores mais conhecidos, os consumidores freqüentemente fazem confusão e apontam nomes de fornecedores de componentes, como a Intel, ou de monitores, como a LG. Para decidir a compra, os fatores mais importantes são o preço e as condições de pagamento, já que a grande demanda vem da classe C, que busca máquinas simples, ao redor de 1 000 reais.

As companhias brasileiras também têm a vantagem de contar com estruturas mais baratas e ágeis do que as verificadas nas multinacionais. Por trabalhar com fabricação terceirizada, que movimenta enormes volumes de componentes, e por ter de submeter muitas decisões à matriz, as marcas globais nem sempre conseguem ajustar o rumo com velocidade. Em um setor cujos preços oscilam ao sabor das mudanças cambiais e da obsolescência tecnológica, reagir rápido pode significar ganhos decisivos no varejo de PCs, que trabalha com margens estreitas, geralmente entre 5% e 15%.

Ninguém soube aproveitar melhor essa situação do que a Positivo Informática, de Curitiba, no Paraná, atual líder do mercado nacional de PCs. Com previsão de vender mais de 500 000 unidades neste ano e encostar na marca de 1 bilhão de reais em faturamento, a companhia iniciou o processo de abertura de capital na Bovespa. Não deixa de ser um feito, mas trata-se de uma empresa que pertence a um grupo sólido e tradicional. Muitos empreendimentos menores estão conseguindo resultados expressivos com bem menos respaldo financeiro. É o caso da Kelow Informática, fundada em 2000, que estreou recentemente no varejo. Resultado: deve fechar neste ano com 35 000 unidades entregues, ante 8 000 em 2005. Outro exemplo é a Megaware, constituída em 1996 e que iniciou as vendas em lojas há um ano. A companhia espera crescer 118% em unidades vendidas em 2006 e já planeja uma segunda fábrica, provavelmente em Belo Horizonte, para complementar a atual produção de Ilhéus. "Perdemos vários negócios por limitações de capacidade produtiva", diz Germano Couy, sócio da Megaware.

Seria razoável imaginar que fabricantes com pouca experiência nas vendas em lojas passassem maus momentos à mesa de negociações com redes varejistas do calibre de Casas Bahia, Ponto Frio e Wal-Mart, reconhecidamente duros no trato com seus fornecedores. Não é o que está acontecendo. Em alguns casos, os fabricantes contam com a ajuda de outros gigantes para equilibrar o jogo: ninguém menos que Intel e Microsoft. Foi por meio dessas empresas que Alexandre Machado, presidente da modesta Techsul Industrial, foi parar em uma sala de reuniões com a diretoria do Extra. A rede de supermercados, ligada ao grupo Pão de Açúcar, queria viabilizar o projeto de um notebook com o sistema Windows XP a 1 999 reais. Após dois meses de contas e negociações, as partes chegaram a um acordo.

Os bons resultados dos pequenos fornecedores aguçaram o apetite de grupos nacionais de maior porte. A CCE, empresa familiar do ramo eletroeletrônico que deve faturar 1,5 bilhão de reais neste ano, estreou no negócio de computadores pessoais em fevereiro, quando vendeu 3 000 máquinas. Em outubro, o volume registrado já era de 37 000 unidades, integralmente escoadas pelo varejo. Para aproveitar a demanda de Natal, a CCE está lançando sua linha de notebooks. No ano que vem, vai iniciar o fornecimento para clientes empresariais. Com produção altamente verticalizada -- desde os componentes até o plástico dos PCs, tudo é fabricado pela própria companhia em Manaus -- e bom trânsito em mais de 7 500 varejistas, o plano de negócios da CCE previa a venda de 300 000 computadores em 2007. A meta já está sendo revista para cima. "A unidade de informática é a caçula do grupo, mas sabemos que vai ditar nosso crescimento em breve", diz Gilberto Marangão, responsável pela área de desenvolvimento de negócios da CCE.

Outro grupo de empresários de peso entrou no ramo de PCs camuflado por trás da Boreo Comércio de Equipamentos. O nome insuspeito é, na verdade, uma companhia controlada pela Componente, holding de João Paulo Diniz, herdeiro do grupo Pão de Açúcar, e por Marcos Funaro, filho do ex-ministro da Fazenda Dilson Funaro. A empresa trabalha de forma diferente de suas concorrentes nacionais. Toda a produção é terceirizada para a Celestica, de Jaguariúna, no interior de São Paulo, que também se encarrega da logística dos PCs que levam a marca Kennex. A Boreo é uma empresa invisível -- seu nome não aparece em momento algum -- que simplesmente cuida da distribuição no varejo, orquestra a produção segundo a demanda e gerencia a marca. "Vimos uma oportunidade porque há muitas fábricas pequenas sem capital de giro para atender aos pedidos", diz Funaro. A companhia deve vender cerca de 100 000 unidades em 2006 e espera dobrar a produção no próximo ano. A chegada de empresas mais estruturadas certamente levará a uma consolidação quando o mercado se acomodar -- as vendas de PCs no Brasil não continuarão a crescer 40% indefinidamente. Mas tudo indica que ainda haverá alguns anos de bonança antes que isso aconteça. Até lá, as grifes continuarão quase sem lugar nas prateleiras de informática.

Crescimento exponencial
A explosão das vendas de PCs no varejo proporciona taxas inéditas de expansão a pequenos e médios fabricantes nacionais (em unidades vendidas)
Empresa Epcom
Campanha (MG)
Bit Shop
Ilhéus (BA)
Megaware
Ilhéus (BA)
Boreo
Jaguariúna (SP)(1)
Techsul Industrial
Santa Rita do Sapucaí (MG)
Kelow Informática
Ilhéus (BA)
2005 95000 60000 55000 48000 25000 8000
2006 180000 120000 120000 100000 70000 35000
Crescimento 89% 100% 118% 108% 180% 337%
Varejo 20% das vendas 70% das vendas 65% das vendas 100% das vendas 60% das vendas 80% das vendas
(1) Produção terceirizada para a Celestica
Fonte: empresas


Made in Brasil
A indústria brasileira foi a que mais se beneficiou do salto do mercado de PCs nos últimos dois anos (em participação de mercado)
Empresas nacionais Empresas internacionais Piratas
2004 16% 11% 73%
2005 27% 12% 61%
2006(1) 37% 15% 48%
(1) Primeiro semestre
Fonte: IT Data
0 comentários | Permalinks |link da matria

por Rafael Maciura em Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

 

A Asustek apresentou, em Taiwan, um novo modelo de laptop capaz de exibir e-mails e outras informações num display externo.

O laptop, projetado para rodar Windows Vista, permite que seus usuários consultem e-mails, compromissos anotados na agenda e acessem aplicativos simples, como calculadora e textos do bloco de notas no visor externo, sem iniciar o computador.

O recurso, chamado de SlideShow, é uma tecnologia da Asustek para tornar mais rápido o acesso a informações importantes e garantir aos usuários que, mesmo com pouca bateria, poderão checar seus e-mails.